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Parceria promove instalação de energia fotovoltaica na Flona da Restinga de Cabedelo

energia fotovoltaica

Com o objetivo de propagar experiências de parcerias e melhores práticas apresentadas no III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, apresentamos a boa prática “Projeto Demonstrativo de Geração de Energia Fotovoltaica e Sustentabilidade Energética”. Essa iniciativa é fruto da parceria do ICMBio, IBAM (unidade executora do projeto Parcerias Ambientais Público-Privadas – PAPP), e IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Acompanhe!

Por meio de parceria com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (MMA) e o Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR/UFPB), a equipe da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo (PB) está conseguindo resolver um problema de instabilidade de energia elétrica e altas despesas das contas de luz, com a instalação de um sistema fotovoltaico. A prática foi  iniciada em 2014 e tem previsão de término no final deste ano.

Além de reduzir as despesas no consumo e os problemas de fornecimento de energia elétrica, a parceria que levou à boa prática tem como objetivos difundir e estimular o uso de sistemas de geração de energia fotovoltaica na região, oportunizar agenda de visitação para apresentar esta tecnologia sustentável, como prática de educação ambiental, e repor o montante gasto na implantação do projeto após 10 anos (retorno do investimento). A economia real deste sistema representa cerca de R$ 100.000,00 (cem mil reais) por ano para o ICMBio e, atualmente, este é o maior projeto de geração de energia fotovoltaica do estado da Paraíba.

De acordo com Fabiano Gumier Costa, servidor do ICMBio, e um dos autores do projeto no Edital MMA/FNMC N° 1/2014, juntamente com o analista administrativo Joseilson Costa, a inserção da Flona no ambiente urbano favorece o acesso da sociedade a práticas de sustentabilidade como esta, que podem ter grande visibilidade e repercussão regional: “Nossa expectativa é de que mais pessoas visitem nossas instalações e tenham contato direto com a planta solar em operação, incentivando empresários, gestores públicos e cidadãos a adotarem este modelo de geração de energia adaptado às suas necessidades.

Após o projeto ter sido aprovado na primeira fase do edital, foi exigido um maior detalhamento técnico sobre o tipo de sistema a ser instalado e a equipe do ICMBio contou com o apoio dos professores da UFPB, Zaqueu Ernesto da Silva, João Marcelo Dias Ferreira, Lucas Vinícius Hartmann e Kleber Carneiro de Oliveira. Por fim, o projeto recebeu a aprovação do Fundo Clima/MMA, com orçamento total aproximado de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais), prevendo, além da instalação do sistema fotovoltaico, melhorias em algumas instalações do ICMBio, produção de material informativo e aquisição de equipamentos e materiais relacionados à visitação e ao fortalecimento do uso público.

Com relação à sistemática de planejamento, monitoramento e avaliação, o sistema é monitorado diariamente por um software que permite à equipe da UC organizar e divulgar os dados, e isso tem sido fortalecido pelo Programa de Voluntariado na FLONA Cabedelo. Todos os dados de produção do sistema são tabulados mensalmente e publicados em redes sociais, pela imprensa local e por mídias institucionais do ICMBio. “As visitas a Flona são todas guiadas pela nossa equipe ou voluntários capacitados para tal e, até agora, o projeto já recebeu cerca de 300 visitantes. No momento, a equipe do projeto está desenvolvendo uma maneira de avaliar a experiência e o impacto sobre o visitante, preparando materiais informativos e fortalecendo as ações de divulgação”, conclui Fabiano.

Resultados alcançados:

O sistema fotovoltaico foi instalado em maio de 2016 e funcionou em período de testes de agosto a dezembro de 2016.

Os dados desse período são:

  • Produção total: 45,6 mil kWh;
  • Economia: R$ 31.000,00;
  • Emissão evitada de CO²: 4,6 TON.

A partir de janeiro de 2017, o sistema entrou em operação regular e os resultados até agora são:

  • Produção total: 94 mil kWh;
  • Economia: R$ 64.000,00;
  • Emissão evitada de CO²: 10 TON.

Foto: Carlos Alberto Cavalcanti Soares

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