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Parceria dá visibilidade à produção de povos do Médio Xingu

povos médio xingu

Com o objetivo de propagar experiências de parcerias e melhores práticas apresentadas no III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, apresentamos a boa prática “Parceria entre instituições permite a realização da II Feira dos Povos do Médio Xingu”. Essa iniciativa é fruto da parceria do ICMBio, IBAM (unidade executora do projeto Parcerias Ambientais Público-Privadas – PAPP), e IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Acompanhe!

A Fundação Nacional do Índio – FUNAI – foi a principal parceira para a realização da II Feira dos Povos do Médio Xingu, boa prática que reuniu extrativistas de cinco Unidades de Conservação Federais (UCs) e indígenas de 11 Terras Indígenas (TIs). O evento aconteceu na Reserva Extrativista do Rio Iriri, no Pará, em junho do ano passado, e foi realizado por meio do Plano de Ação Sustentável (PAS), subsidiado pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), e com o patrocínio de parceiros locais, além da FUNAI.

A prática teve como objetivos apresentar para a população urbana a diversidade e qualidade de produtos da floresta, valorizar a diversidade cultural dos povos do Médio Xingu e sua conectividade e intercâmbio com a cidade de Altamira e proporcionar a construção de novas relações entre a floresta e o urbano, facilitando a troca de saberes, o encontro e a solidarização entre os povos do Médio Xingu. Segundo Ana Cleia Teixeira de Azevedo, servidora do ICMBio na Resex Rio Iriri, a feira contribuiu para a valorização dos produtos da floresta e o intercâmbio entre os próprios indígenas:

– Frequentemente, os produtos feitos pelos indígenas da região eram vendidos por um preço injusto no mercado, sem escoamento para os centros urbanos ou oportunidades locais e, com a exposição desses itens durante o evento, mais pessoas puderam conhecer os produtos e comprá-los, fortalecendo a cultura e a identidade destes povos. Além disso, apesar de os indígenas viverem em um mesmo território, muitos deles não se conheciam, e a feira proporcionou esse encontro entre eles e a partilha de conhecimentos, resistências e lutas, explica Ana Cleia.

Para que o evento acontecesse com sucesso, foi construído um cronograma de ações para o planejamento e monitoramento das atividades e objetivos propostos, além do preparo de reuniões frequentes com a equipe de organização da feira, servidores do ICMBio e da FUNAI. “A prática fortaleceu a parceria entre as entidades governamentais que dão suporte aos povos tradicionais, promovendo o diálogo e a aproximação entre todos, e contou também com o envolvimento de estudantes voluntários da Universidade Federal do Pará e com o apoio de diversas secretarias da Prefeitura Municipal de Altamira. O evento também foi importante porque promoveu o fortalecimento das associações de moradores das UCs e TI.

Resultados alcançados pela feira

  • Fortalecimento cultural e identitário das comunidades e etnias da região;
  • Diálogo e aproximação entre indígenas e extrativistas;
  • Reconhecimento dos moradores urbanos da diversidade étnica e cultural da região;
  • Aproximação da população urbana e dos povos tradicionais;
  • Maior visibilidade das entidades governamentais que dão suporte aos extrativistas (ICMBio) e aos indígenas (FUNAI);
  • Valorização dos produtos da floresta.

 

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