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FLONAS Canela e São Francisco de Paula serão objeto de Estudo de Caso

As Florestas Nacionais – FLONAS – de Canela (original Parque Florestal Eurico Gaspar Dutra) e de São Francisco de Paula (original, Parque Florestal Joaquim Francisco de Assis Brasil) no Rio Grande do Sul, foram criadas ainda na década dos anos 40 do século passado, por iniciativa do Instituto Nacional do Pinho – INP.

Posteriormente ambas foram recategorizadas da categoria de Parques Florestais para Florestas Nacionais (Flonas) por meio da Portaria 561, de 25/10/1968. Na atualidade, sob a responsabilidade de gestão do ICMBio, se inserem num conjunto de várias UC estabelecidas ou em processo de implantação na região da encosta nordeste da serra no RS, constituído, além das FLONAS de Canela e de São Francisco de Paula, por um conjunto expressivo de outras áreas destinadas à preservação ambiental, como: as áreas públicas dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, a Reserva Biológica da Serra Geral, a Estação Ecológica de Aratinga, os Parques Estaduais do Caracol e do Tainhas, a Área de Proteção Ambiental da Rota do Sol, a Reserva Biológica da Mata Paludosa, o Parque Natural Municipal da Ronda, além das seguintes áreas particulares: RPPNs Bosque de Canela e Mira Serra, CPCN Pró-Mata – PUCRS, formando um grande e importe “arco” e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto gaúcho.

Ambas estão, portanto, inseridas no bioma Mata Atlântica, em sua área núcleo e consideradas da “alta e altíssima prioridade” para a conservação, no Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (MMA, 2001) e possuem áreas de florestas plantadas como araucária, pinus e eucalipto e áreas de matas de Araucária nativa e de transição com os Campos de Cima da Serra (Estepes). Fazem parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e do Corredor Ecológico do Rio dos Sinos. Seus planos de manejo estão atualmente sendo revistos.

A FLONA de Canela possui área total aproximada de 557,00 ha e localiza-se próximo à sede municipal do município de Canela/RS. A área de uso público e os fragmentos de mata nativa, localizados a cerca de 6 km do centro de Canela e do Parque Estadual do Caracol, podem se converter em mais um atrativo regional a integrar o circuito de atividades de um dos principais destinos turísticos do Brasil (Gramado-Canela), localizado na Serra Gaúcha, a qual recebe anualmente mais de 2,5 milhões de turistas. Além do potencial turístico a FLONA de Canela é margeada pelo perímetro urbano, podendo atender a diversas atividades e projetos de Educação Ambiental em “parceria” com o Poder Público e o Privado.

A FLONA de São Francisco de Paula tem uma área de 1.606 ha, com altitudes superiores a 900 metros, apresentando uma variação altitudinal de 300 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de “alta” a “altíssima prioridade” para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (MMA, 2001). Ela está estrategicamente inserida no Corredor Ecológico do Rio dos Sinos, entre os Corredores Ecológicos dos rios Caí e Tainhas (Patrimônio Natural da Região das Hortênsias, Projeto Hortênsia, METROPLAN e CPRM, 1995).

Pretende-se por meio desse estudo avaliar o potencial econômico das FLONAS de Canela e de São Francisco de Paula para o estabelecimento de parcerias ou arranjos com vistas ao desenvolvimento de atividades de recreação em contato com a natureza e a visitação com caráter educativo nas áreas de produção e pesquisa. Nesse sentido, seria interessante avaliar a possibilidade de se integrar esforços ou políticas com outras agendas governamentais, notadamente relacionadas ao turismo, mobilidade, infraestrutura, entre outras que possam vir a se somar ao objetivo comum que, em boa medida, é o de promover o desenvolvimento sustentável do território abrangido por essas duas UC.

O estudo deverá avaliar ainda a viabilidade de prever o reinvestimento de parte da Receita Operacional Bruta – ROB, fruto da exploração comercial associada à visitação para a implantação dos projetos para adequação das estruturas de uso público.

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