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Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje, 05 de junho de 2020, comemoramos mais um Dia Mundial do Meio Ambiente.

Trata-se de um momento difícil, seja no cenário global ou no nacional, quando convivemos com uma terrível pandemia do novo coronavírus, que, em especial, assola nossos país de forma assustadora.

Convivemos com um conflito entre promover a proteção das pessoas da ameaça da morte e da falência de nosso sistema público de saúde, e a desigualdade socioeconômica que é marca inerente de nossa nação e que impulsiona as pessoas para a rua para tentar superar suas graves necessidades econômicas. Nesse cenário, paradoxal e trágico, a questão da proteção de nossos ativos ambientais e de biodiversidade parecem sair um pouco do foco da mídia e das preocupações das pessoas.

Mas, esta não é a verdade! Nesse cenário, justamente, agravam-se as questões de invasões de terras destinadas ao garimpo, sobretudo no Bioma Amazônia. E o desmatamento, mesmo no Bioma Mata Atlântica, ao contrário de anos anteriores quando se verificam avanços.  Não é de surpreender, sempre existem e existirão pessoas que se valem das crises para lograr alcançar seus objetivos pessoais ou corporativos.

Nesse mês, em que o nosso PAPP, depois de sete anos, deverá se encerrar, vivenciamos esse momento de incertezas, mas temos a grande satisfação de que nesse longo período conseguimos, juntos com a brava equipe do ICMBio, consideráveis avanços.

Nunca é demais lembrar que o principal objetivo do PAPP vem sendo lograr desenvolver mecanismos de gestão com base em parcerias com o setor privado e com o terceiro setor, visando o aperfeiçoamento da gestão de nossas Unidades de Conservação Federais.

Acreditamos piamente que tal estratégia, não apenas gera benefícios em relação às possibilidades de gestão das UCs, como, se bem explorados, os serviços concedidos ampliam as possibilidades de visitação do rico estoque de Unidades que ainda dispomos, como incrementamos a cadeia econômica do turismo, com possibilidades provadas de que, para cada Real investido pelos concessionários, de R$ 7,00 a R$ 10,00 deverão reverter em recursos econômicos para os empreendedores locais (hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias etc) e uma parte considerável será revertida em receitas fiscais de estados e municípios e para o SISNUC,  viabilizando a gestão de Unidades de difícil acesso e cuja visitação seja, pelo menos no momento mais difícil.

É preciso, ainda, distinguir que as concessões pretendidas pelo PAPP, e que vêm sendo praticadas pelo ICMBio, nada têm que ver com privatizações, ao contrário do que muitos acreditam e preconizam. Tratam-se de concessões da exploração de serviços localizados no território das UCs e em acordo com os respectivos planos de manejo. E, assim, localizados em áreas destinadas à visitação pública. Fatores que em nada ameaçam a biodiversidade da Unidade e, ao contrário, a julgar pelas UCs onde já ocorrem concessões e visitação mais ampliada, a biodiversidade prosperou.

Assim, nesse último Dia Mundial do Meio Ambiente em que o PAPP estará ativo, acreditamos ter contribuído substancialmente para a quebra de algumas resistências ainda recorrentes, mesmo no cenário de dificuldades que nos assola. E comemorar esse dia com a consciência tranquila e a certeza de dever cumprido. Vejam os resultados alcançados na sessão biblioteca desse site.

Portanto, desejamos que os nossos recursos ambientais ainda preservados e nosso maior ativo, inclusive econômico, sejam efetivamente assegurados para nós, para as próximas gerações e para a população do planeta.

No IBAM, mesmo com a finalização do PAPP, continuaremos a disseminar a máxima que se apoia na crença das reais possibilidades de alcançarmos o desenvolvimento sustentável!

Alexandre C. Albuquerque Santos – Coordenador Geral da Unidade de Execução do PAPP

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