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Biodiversidade + tecnologia fazem bem à saúde

Biodiversidade + tecnologia fazem bem à saúde

Com o objetivo de propagar experiências de parcerias e melhores práticas apresentadas no III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, apresentamos a boa prática “Saúde Silvestre e Inclusão Digital: A Participação de Comunidades no Monitoramento e na Aplicação de Boas Práticas para o Controle e Prevenção de Zoonoses Emergentes”. Essa iniciativa é fruto da parceria do ICMBio, IBAM (unidade executora do projeto Parcerias Ambientais Público-Privadas – PAPP), e IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Acompanhe!

Por conta de alterações ambientais crescentes e intensas que têm favorecido a propagação de doenças naturalmente transmissíveis entre os animais e o homem, percebe-se a necessidade de se investir em sistemas de monitoramento da saúde silvestre e humana, especialmente dentro das unidades de conservação federais, habitat de várias espécies de animais. Pensando nisso, a Plataforma Institucional Biodiversidade & Saúde, da Fiocruz, em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC, desenvolveu o Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo.

Através deste sistema, qualquer dispositivo de comunicação móvel consegue operar em modo “off line” em locais isolados, contribuindo, assim, com o monitoramento da fauna em ambientes naturais, rurais e urbanos, e a ampliação dos esforços da vigilância em epizootias, gerando informações tanto para a saúde quanto para a conservação da biodiversidade. De acordo com Marcia Chame, da Fiocruz, o SISS-Geo foi desenvolvido e validado por comunidades tradicionais e indígenas, gestores e técnicos, que a ele aportaram mais de 100 melhorias:

– A utilidade e inovação do sistema se dá pelo preceito de dados abertos e em tempo real, além de ferramentas que disponibilizam aos gestores a obtenção de relatórios a partir da escolha das informações desejadas. A prática também possibilitou a percepção das doenças mais conhecidas pelas comunidades e as atividades que as expõem ao risco de zoonoses, explica.

A prática foi executada entre 2015 e 2017, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Pará), Parque Estadual Serra do Conduru (Bahia) e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Rio de Janeiro), e contribuiu para o monitoramento de animais silvestres no Brasil e, a partir deles, a emergência de zoonoses, um desafio para os países que buscam prever surtos de doenças em pessoas e animais, e conservar a biodiversidade. “Considerando microrganismos patogênicos, ter uma plataforma que recolhe, sistematiza, alerta, notifica órgãos responsáveis em diversas esferas e estimula o diagnóstico e parcerias, gera oportunidades novas para a gestão da saúde e da biodiversidade. Hoje, o sistema conta com 3.222 registros de animais, enviados por mais de 1400 usuários de 19 estados brasileiros, conclui Marcia.

Conheça a publicação resultante desta parceria, o guia prático “Biodiversidade faz bem à saúde” aqui

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